COP30 : Protagonismo feminino pela justiça climática e proteção da biodiversidade
Dulce Moraes
Conexão In Natura.
Lideranças do ativismo e da ciência ambiental se reuniram no painel “Mulheres pelo Clima e Biodiversidade: Nossas Vozes pela Justiça Climática”, um encontro que destacou a força e a diversidade das lideranças femininas na agenda socioambiental.
Mediado por Livia Barreto (Escolas pelo Clima) e Rosa Ramos (Mulheres Amigos do Meio Ambiente e Anamma), o encontrou reuniu constelação de lideranças femininas dos mais diversos segmentos da sociedade.
Educação, infância e conexão com a natureza
A importância da infância e da educação infantil esteve no centro das reflexões da educadora Aline Paes Barros, fundadora do Quintal Pedagógico, que defendeu a formação de sujeitos profundamente conectados com a natureza como pilar para transformar o futuro.
A educadora Marcilene Avelar, autora de Educação Ambiental no Contexto Amazônico, reforçou a necessidade de aproximar escolas e ambientes naturais, especialmente nas cidades, onde a educação ambiental ainda se limita, muitas vezes, às salas de aula.
Justiça climática é justiça de gênero
Para a professora doutora Maria Ludetana, da Universidade Federal do Pará, não há forma de enfrentar a crise do clima sem enfrentar também as desigualdades de gênero.
“Não há justiça climática sem justiça de gênero.” Ferrer destacou que os desafios impostos pelas mudanças climáticas exigem coragem, união e sabedoria coletiva — e que a voz das mulheres tem um papel determinante
Soluções Baseadas na Natureza e os saberes femininos
Ao abordar a necessária adaptação das cidades às mudanças climáticas, Riciane Pombo, diretora da Guajava e especialista em Soluções Baseadas na Natureza (SBN), enfatizou a importância de reconhecer e proteger os saberes populares que deram origem a esse conceito:
Riciane, que propõe na ABNT a criação de uma norma técnica brasileira para SBN adaptada ao contexto do país, destacou o papel histórico das mulheres como protetoras da vida e da natureza:
Ela também alertou para as distorções e apropriações indevidas das SBN por interesses econômicos e privados: