Fórum Brasileiro de Mudança do Clima participa do Climate Talks 2026

Dulce Moraes.
Dulce Moraes.

Comunicação In Natura

Sociedade civil, monitoramento e adaptação climática em debate em encontro Alemanha-Brasil

No dia 18 de agosto, Brasília sediou o Climate Talks 2026 (Diálogos Climáticos), edição que reuniu representantes de governos, especialistas, pesquisadores e organizações internacionais para discutir os avanços e desafios das Conferências Mundiais do Clima de Belém (COP30) e Antalya (COP31).

Promovido pelo Ministério do Meio Ambiente da Alemanha, pela Embaixada da Alemanha no Brasil e pela agência de cooperação técnica Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), em parceria com a Presidência da COP30, o encontro estimulou o diálogo sobre os caminhos para fortalecer a agenda climática e transformar compromissos internacionais em ações concretas.

Entre as diferentes vozes presentes, esteve o Fórum Brasileiro de Mudança do Clima (FBMC), representado pela urbanista Riciane Pombo, fundadora da Guajava Projetos, Pesquisa e Desenvolvimento  e integrante da Câmara Técnica de Adaptação e Infraestrutura Verde do FBMC.

Monitoramento da adaptação e participação social

Durante o evento, Riciane Pombo destacou a relevância do acompanhamento das políticas públicas e dos indicadores de adaptação climática pela sociedade civil. 

Segundo a especialista em adaptação climática e Soluções Baseadas na Natureza, o FBMC, que é vinculado à Presidência da República, há 12 anos tem um papel estratégico na articulação entre o governo federal e diferentes setores da sociedade, como, setor empresarial, academia organizações da sociedade civil e governos subnacionais.

Riciane Pombo, diretora da Guajava e representante do Fórum Brasileiro de Mudança Climática

O grupo integra diferentes atores para o enfrentamento da mudança do clima, por meio de oito Câmaras Temáticas: Adaptação e Infraestrutura Verde; Economia de Carbono; Economia Circular; Educação Ambiental e Climática; NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada); Finanças Sustentáveis; Cidade Verde; e Transição Energética.

Na avaliação da especialista, o FBMC tem sido um instrumento importante de elaboração de diretrizes e estratégias relacionadas a múltiplas áreas, como energia, agricultura, cidades, transportes, florestas e gestão pública.

Indicadores para transformar compromissos em ações

Durante a sessão técnica, os participantes analisaram os sistemas e indicadores de monitoramento existentes no Brasil e discutiram como essas ferramentas podem contribuir para a tomada de decisões, o planejamento de investimentos e a implementação de políticas de adaptação climática.

Também participaram do debate Inamara Mélo, diretora do Departamento de Políticas de Adaptação e Resiliência Climática do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e Maíra Luisa Milani de Lima, coordenadora-geral de Auditoria das Áreas de Clima e Meio Ambiente da Controladoria-Geral da União (CGU).

Da esquerda para direita: Inamara Melo (MMA), Maíra Luísa Milani de Lima (CGU) e Riciane Pombo (FBMC)

Cooperação para uma agenda climática mais inclusiva

A participação da diretora da Guajava como representante do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima reforça a importância da articulação entre governo, sociedade civil, especialistas e instituições na construção de respostas mais efetivas à mudança do clima.

Riciane defendeu maior envolvimento da sociedade civil no acompanhamento dos avanços da adaptação climática implementadas para ampliar e fortalecer a transparência das políticas públicas.

“À medida que o Brasil se prepara para a COP31, o fortalecimento dos mecanismos de monitoramento, participação social e cooperação será crucial para que compromissos climáticos avancem para políticas públicas, investimentos e ações concretas de adaptação nos territórios”
Riciane Pombo
Diretora da Guajava, representante do Fórum Brasileiros de Mudança Climática

Mais do que acompanhar metas e indicadores, trata-se de fortalecer a capacidade da sociedade de participar, monitorar e contribuir para a construção de territórios mais resilientes e preparados para os desafios climáticos.